sábado, 5 de setembro de 2009

Cibernética.

Ser quem vc é depende do URL?
Poética cibernética, essa é a nova preocupação.
Existe um ritmo para escrever e outro para ler e a incompatibilidade virtual pode ser um problema. Já vi amores não nascerempor causa de perfis pouco criativos e casamentos terminarem por causa de perfis sexy. Percebi também amigos virtuais fiéis na rede mas pouco presentes na cidade.
Assim como fotos com poses não são muito bem recebidas, as frases longas não têm audiência.
Orkut é brega? Twitter é cool?
Pura paranóia virtual.
Get a http://megaupload and be happy!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Débora Santiago



Feito com a ponta dos dedos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Videos



Caros e raros leitores do Gaseosa é Soda! que receberam seus zines em casa e vêm até aqui para ver os videos - tenho de informar que vaidemorar um pouco mais para postar alguns filmes, pois eu estou na espera que me enviem em formato adequado para o blog.

Não estou intimando colaboradores não! Eu sei que a vida é corrida!
Valeu!

Cosmic



Essa é a colaboração do Dum Dum, artista cósmico de Curitiba! Valeu amigo!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Peter Park now a days



O mais aclamado homem "não branco" da atualidade nos EUA ganha homenagem em nova publicação do Spider-Man - a sair dia 14/01 -, 5 dias antes de assumir o comando geral da nação mais "pop" do planeta.

(Críticas políticas à parte, quero isso em minhas mãos o mais rápido possível)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Luan-Banzai

video

video de Luan do Banzai Studio

domingo, 4 de janeiro de 2009

eu não acredito em feriados

se a vida vai levando e a gente vai nessa. pra onde vamos? quando olhei pra fora já era tarde. mas o sol ainda brilhava. e eu não acreditava naquilo que estava estampado ali: oito e meia. queria saber se vc ainda pensava em mim. se morava lá. e se ainda comia rápido. mas já não sabia quem vc era. por isso terminei o dia com vinho e chocolate. e precisei de dois metros de esperança. dez centímetros de fumaça. e uma caixa de equipamentos para sobrevivência. leia-se: sixpac.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Jackie



Essa arte é da Jackie Silva.
Valeu Mina!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ideorama

video

por Rafael Milani e Carolina do estúdio de Design Ideorama


É SODA!!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Turn Om

No último domingo revi a entrevista do Roda Viva (programa da Tv Cultura) com o diretor de cinema David Lynch. Na tv, o americano com então 62 anos, falou sobre a visita que fez ao Brasil em agosto deste ano, para lançar seu livro sobre meditação "Catching the Big Fish: Meditation, Consciousness, and Creativity" (em português, obviamente a tradução é deturpada para: Águas Profundas: Criatividade e Meditação). Pelo que conferi na TV e li no site da David Lynch Foundation, o autor pretende principalmente passar métodos de meditação transcedental e contar como essa atividade pode ajudar no processo criativo e no encontro com a almejada felicidade plena.

Por enquanto só tive contato com a obra por meio de releases. Entretanto, ao rever a entrevista, uma questão passou por esta mente que vos escreve - e que há oito anos vem tentando praticar a meditação (com dificuldades) todos os dias: Por que é tão difícil para os ocidentais acreditar em um ensinamento tão simples?

Meditar faz muito bem para a mente e para todas as outras atividades de nosso dia-a-dia, isso é fato e estamos cansados de saber. Mas infelizmente poucos são aqueles que ao menos uma vez por dia "apenas sentam" e meditam. As distrações que nos consomem são muitas: internet, tv, telefone, mp3, revistas, livros, estudos, arte, trabalho, vontades aleatórias como guloseimas, conquistas, baladas, etc. E no meio desses gadgets e entretenimentos da nossa vida (pós)moderna, parece difícil encontrarmos 15 ou 20 minutos por dia para um "nada fazer".

Mesmo que pessoas extremamente iluminadas, como o XIV Dalai Lama, entre outros, nos dêem garantia de que a prática de meditação traz uma grande e importante transformação para a nossa relação com a individualidade e com os outros, pouco nos importamos. E assim, quando nada temos para fazer, nos deparamos com o tédio e procuramos mais e mais passatempos ao invés de aproveitarmos o momento para tentar que as turbulências da mente se aquietem.

A sorte nossa é que dentro desse caótico mundo, alguns holofotes brilham e chamam a atenção para a questão. Parece que somente quando alguém renomado no próprio universo do entretenimento fala, escutamos - a espiritualidade não dá audiência senão quando proferida por celebridades.

Mas não dá nada não, "se não pode contra eles, junte-se a eles". Garanto que os mestres de verdade ficam felizes com o ato de David Lynch. Tomara que ele contribua para que uma "guinada de 180 graus" aconteça na vida dos ocidentais, como ele mesmo falou. Afinal, a paz mental não necessita de mágica, mas de 20 minutos diários, independente de nossa religião - ou ausência de uma.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

catwalk X sidewalk

Porque um estilista precisa de passarela para ser legitimado?
No início do século XIX a alta-costura estava sozinha, em Paris, ditando moda. Hoje e desde a década de 1960 que ela divide sua posição com o prêt-à-porter e com a rua. Contudo, ainda não deixamos de lado a crença de que precisamos ir para o catwalk para sermos criadores de moda.
Alimentamos a moda logo que desenvolvemos uma roupa, pois impulsionamos e materializamos alguma mudança no vestir de terceiros – isso vale para aqueles que customizam peças. Não precisamos fazer o vestido com o preço de quatro ou cinco dígitos para sermos criadores de moda. Sim, eu sei, isso é óbvio. Mas ainda tem profissional que idealiza um mundo de glamour e faz-de-conta, onde sucesso é estar em uma fashion week bebendo champagne no camarim.
Essa confusão de valores, provocada pelas mídias, atinge os consumidores, o mercado, que por vezes chega até algumas escolas de moda, e por fim, recai nos futuros profissionais de moda. Alguns desses, mal procuram ver as outras oportunidades que existem em diferentes setores dentro desse campo.
Sim, continuemos aplaudindo Jean Paul Gaultier, Vivienne Westwood, Alexander McQueen, John Galiano, Karl Lagerfeld e outros grandes nomes que, com mérito, transformam de verdade a moda, logo que criam. Mas não deixemos de valorizar os estilistas menores, que, mesmo que muitas vezes apenas reeditem as obras dos “mestres maiores”, são os principais fornecedores de nossa moda diária, aquela que usamos todos os dias e nas ruas.

domingo, 26 de outubro de 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quantos anos você tinha quando começou a andar?

Simbolicamente não falando em nada, ela nada dizia.
Pensando ouvir o correto ela parou pra escutar.
Escutou o espontâneo, ouviu o céu e deixou ir...
Ela Foi!!

E quando indo permanecia, resolveu parar.
Parou e mais nada fez.
Acreditou na inércia, teve fé em Newton...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Século XXi

De médico e louco todo mundo tinha um pouco. Hoje em dia a loucura até permanece, mas temos mais ilustradores e deejays, ou então designers e video makers. É chato afirmar isso sem deixar sair de mim um ar de ironia. Isso porque eu faço parte desse "todo mundo" – sou “designer” e tenho muito afeto pelos ilustradores, deejays e/ou video makers.

Os advogados, engenheiros e médicos decaíram em número. Se na década de 1970 e 80, essas eram as profissões de futuro, hoje, elas já eram - defasaram, ou melhor (com diz uma amiga) : desintegraram...

Tudo bem, talvez eu esteja exagerando.
Mas que as ocupações referentes à cultura jovem dominam o mundo, isso é verdade.

A juventude pode ser também abstrata, e por isso mesmo, "onipresente" em nosso universo global e ocidentalizado. Tudo aquilo que tem apelo comercial se faz valer dos valores jovens. Nosso estilo de vida tenta agregá-los, sejamos inovadores ou clássicos. Afinal, beleza e ousadia são traços típicos de quem está no auge da vida... Contra-cultura ou mainstream - todos as querem!

Reinam as derivações da arte pop e a falta de racionalidade do surrealismo, nas revistas e na TV. Não deglutimos mais o realístico ou o filosófico, devoramos mesmo, o pastiche. Por isso nosso anseio é trabalho e diversão - dinheiro sim, mas em troca de harmonia estética.

A inovação pela ruptura ampliou suas conseqüências, saiu do campo puro da arte e é hoje uma forma de capitalização. Podemos celebrar o entretenimento e ainda tirar vantagem dele, pois consumimos aquilo que produzimos – SOMOS JOVENS, PÔ!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

No time to Play?

Grande é a diferença entre fazer arte por dinheiro ou por pura vontade.
Ninguém é bobo de recusar um trocado (?).
Estímulo ou cegueira?
Muitas perguntas deixarão de ser respondidas caso ninguém mais faça nada de graça.
Aliás o que é ser “de graça”?
O que é um “pagamento”? Uma nota de papel timbrado?
“nós aceitamos Visa”
o plástico também ta valorizado no mercado
inédito é nunca ter existido
isso sim vale ouro

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tens msn?

Indiscutivelmente novo, porém habitual em nossas vidas, é o MSN. Não procurei estatísticas certeiras, mas parece que “todo mundo” tem MSN. Inclusive minha mãe, que embora mal saiba mudar o seu nick, tem MSN. Às vezes eu não quero que ela me pergunte o que não quero responder, e então bloqueio a mammys. Hahahaha.

Tenho pensado bastante sobre como essas conversas instantâneas influenciam nossos relacionamentos, facilitando-os, dificultando-os ou apenas mostrando novas possibilidades.

Percebi que aposentei a caixa de mensagens do meu celular. Mesmo porque vc abre a net, o MSN e ali está o menu on-line dizendo: comunique-se à vontade! Já não precisamos esperar telefonemas ou mensagens SMS de uma amiga ou de algum gatinho. Posso mandar um link bacana ou somente dar um oi, com a vantagem de que ninguém se ofenda caso o monólogo não se torne um diálogo.

Dessa maneira, mesmo os mais sentimentais encontram no MSN uma fuga, ou ainda, uma solução menos arriscada à rejeição. Ninguém gosta de receber um “não”, isso vale para qualquer tipo de “não”. Ouvir “não” é psicologicamente difícil, mesmo que a negativa seja para uma proposta sem muita pretensão. Afinal, a negação é negativa por excelência. Ouvir “não”, “nem”, “putz”, “nop”, gera a impressão de que sua idéia não foi aceita. Valendo para um simples “hei, você está podendo falar agora?”, para um “querida, quer casar comigo?”. Ou ainda para questões como “você vai me pagar aquela dívida hoje?”. Enfim, seja lá qual for a abordagem, o MSN ajuda àqueles que preferem trocar “não” pelo nada dito. Tudo pode ficar ali, nas entrelinhas das “mensagens instantâneas”, que são rápidas, pouco memoráveis e portanto, inofensivas.

Escrevendo rapidinho e quase sempre com abreviações você pode reagir como quiser sem o peso do olho no olho ou da voz ao telefone. Se preferir, pode ainda fingir ter “dito” outra coisa ou nem responder, e argumentar que estava ocupado demais. Deixar no ar, fazer pinta de “ausente” no status do Messenger ou ficar off-line, tudo isso é a hipocrisia cômoda que só o “networking” disponibiliza a você.

Algumas vezes parecemos um tipo de voyer pós-moderno, não reagimos a nenhuma conversinha digitada (e digitalizada)e ficamos analisando a reação do interlocutor solitário. Isso acontece geralmente quando aquele mala da sua lista de contatos não tem muito o que fazer (isso quando o mala não é vc, né...). E mala reage como mala: quanto menos vc responde, mais ele prolonga a conversa, mais ele digita. O seu prazo está colado, o status está “ocupado” na sinceridade e o mala insiste: “ô me diga como anda a sua vida”.

Quando for assim bloqueie, pois essa é uma maneira de você, educadamente ou comodamente, falar um “não” geral para a pessoa. E eternamente off-line para os malas, você ficará. Como acontece com muitos nicks de “exs” em nossa vida virtual - caso encerrado, porém não devidamente finalizado, apenas bloqueado.

Se a psicologia explica ou não, pouco importa, mas uma coisa é certa: ou a pós-modernidade conecta você, ou ela o bloqueia.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

थिंक!

"EU, O MUNDO, APLURALIDADE DAS APARÊNCIAS, A REALIDADE

Suponha que você está sentado em um banco, à beira de um caminho, olhando a paisagem do cimo de uma alta montanha.
Tudo isso que seus olhos vêem já estava aí há milênios antes de você, segundo nossa concepção habitual. Um breve instante e você não estará mais; a floresta, os rochedos, o céu ainda continuarão a existir imutáveis, durante milênios, depois você.
O que fez com que você aparecesse tão bruscamente do nada para gozar, por um curto momento, esse espetáculo que o ignora? Todas as condições necessárias para que você existisse são quase tão antigas quanto esse rochedo. Talvez um outro tenha sentado aqui, neste mesmo lugar, há cem anos. Também ele oi engedrado por um homem e posto no mundo por uma mulher. Do mesmo modo que você, ele conheceu a dor e uma breve felicidade. Seria realmente um outro? Não seria você mesmo? O que é seu eu? Que condição foi necessária para que o ser engedrado então se tornasse você, e não um outro? (...) Se essa que é atualmente sua mãe tivesse vivido com um outro e com ele engedrado um filho, e se esse que é seu pai tivesse feito o mesmo, você seria você? E mesmo que fosse assim, por que você não é seu irmão, por que ele não é você? (...) O que é que faz você descobrir essa diferença - a obstinada diferença entre você e um outro - já que, objetivamente, isso que está aí é a mesma coisa?"

Erwin Schrodinger, Prêmio Nobel da Física "Ma Conception du Monde"



...hahahah Gás #2 - remember the time